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Materiais e Natureza

Materiais que contam história: madeira, pedra e argila

Peças em cerâmica, madeira e pedra sobre superfície natural

A gente costuma dizer que uma peça da AD Home começa antes da gente pegar na ferramenta. Começa na escolha do material. Esse é o momento em que uma peça já está quase meio feita — porque material certo é metade da peça pronta.

Escolhemos trabalhar com materiais que vêm da natureza, não por modismo, mas por convicção. Cada um traz uma textura, uma história, um tempo de envelhecimento que materiais industrializados não têm. Neste artigo, a gente conta por que usa cada um deles.

Madeira maciça: a matéria que respira

Madeira maciça é a base da maior parte dos quadros e esculturas da Adriana. Não é qualquer madeira — é madeira que foi uma árvore, cortada, seca, e que ainda carrega os veios, os nós, as variações de cor que só o tempo faz.

Por que madeira maciça e não MDF ou compensado?

Trabalhamos bastante com madeiras brasileiras — peroba, imbuia, cedro, angico — e com madeira de reaproveitamento: vigas antigas, portas de demolição, sobras de marcenarias. Uma porta de 80 anos que virou moldura de quadro tem uma densidade emocional que madeira nova não tem.

A madeira já viveu antes de virar peça. A gente só ajuda ela a continuar.

Pedra-sabão: a pedra mineira por excelência

Pra quem mora em Minas, pedra-sabão é parte da paisagem. É uma pedra macia, cinzenta com variações, fácil de esculpir e extremamente resistente.

A Adriana usa pedra-sabão principalmente em colares — em forma de folha, laminada bem fina, ou em pedaços maiores que viram pingentes. Cada pedra tem uma textura única: algumas têm veios brancos, outras tons mais escuros, outras pequenas inclusões que parecem desenhos.

O que chama atenção na pedra-sabão:

Ágata: a pedra que é desenho

Ágata é outra protagonista dos colares. A diferença é que, com ágata, cada pedra é um pequeno quadro abstrato. Os desenhos das camadas — as faixas de cor, as formas que se repetem dentro da pedra — são o próprio atrativo.

A Adriana escolhe ágata uma a uma. Não compra lote fechado. Passa horas num fornecedor olhando pedra por pedra, separando as que têm desenho interessante. Esse é o tempo que faz a diferença — pedra ruim vira colar sem graça.

A combinação de ágata com pedra-sabão ou com madeira em um mesmo colar é uma das assinaturas da AD Home: materiais que dialogam, mas cada um com seu protagonismo.

Cordas e fibras naturais: o tátil que falta

Nas esculturas, as cordas naturais — sisal, algodão cru, juta — fazem um contraste fundamental com a dureza da madeira. A corda traz maleabilidade, volume, sombra. Uma escultura de 1,20m que é só madeira é uma coisa. A mesma escultura com cordas amarradas e trançadas estrategicamente é outra — mais suave, mais convidativa ao toque.

Fibras naturais têm um limite de durabilidade maior que as sintéticas — 15 a 20 anos se bem cuidadas — mas envelhecem sem rachar ou descascar. Ficam mais macias, levemente mais escuras, e continuam firmes.

Sementes: o detalhe que ninguém espera

Sementes de tamboril, açaí, olho-de-cabra, pau-brasil, jequitibá — entram principalmente nos máxi-colares. São elementos pequenos, mas com cada um tendo uma forma única. Um colar de sementes não é produto em série porque as próprias sementes não são.

Além do visual, sementes trazem cheiro de madeira e de floresta — muito discretamente, mas tem. Quem compra um colar de sementes, comenta.

Argila: a matéria da Dani

A argila é o coração do trabalho da Dani Debian. Diferente da madeira, que você recebe mais ou menos pronta pra trabalhar, a argila chega como um bloco mole que pode virar qualquer coisa — vaso, tigela, escultura, peça de parede, lembrete abstrato de algo orgânico.

A Dani trabalha sobretudo com:

O tempo da cerâmica é outro. Uma peça pode levar 4 semanas: modelagem (1 dia), secagem ao ar (10-14 dias), primeira queima (1 dia), pigmentação (1 dia), segunda queima (1 dia), acabamento (1 dia) — e espera entre cada etapa. Pressa destrói cerâmica.

Por que esses materiais importam na decoração

A gente poderia usar plástico, resinas, materiais sintéticos — seriam mais baratos, mais uniformes, mais rápidos de trabalhar. Mas a proposta é outra. A proposta é que a peça converse com a natureza do espaço, carregue tempo, envelheça com você.

Quem escolhe uma peça da AD Home não está comprando só decoração — está comprando um pedaço que veio da terra e passou pelas mãos de alguém. Isso muda a relação com o objeto. Não é uma peça descartável que você troca na próxima estação. É uma peça que fica.

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Perguntas Frequentes

Materiais naturais duram mais do que sintéticos?

Sim, quando bem tratados. Madeira maciça envelhece com graça, pedra-sabão é resistente a rachaduras e cerâmica queimada pode durar décadas. O segredo está no cuidado inicial: vernizes adequados, selagem das pedras, cura correta da cerâmica.

Como cuidar de peças em madeira e cerâmica?

Madeira: pano seco ou levemente úmido, evitar sol direto prolongado, reaplicar óleo ou cera uma vez por ano. Cerâmica: lavar com água e detergente neutro, evitar choque térmico brusco. Pedra-sabão: pano macio, evitar produtos abrasivos. Enviamos junto com a peça um guia de cuidados.

Os materiais são de origem responsável?

Sim. A madeira que usamos vem de fornecedores com certificação ou madeira de reaproveitamento (demolição, sobras de marcenaria). As pedras vêm de pequenos extratores regionais de Minas Gerais. A argila é de jazidas locais. Priorizamos sempre o que tem origem rastreável e impacto reduzido.